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Conheça a Casa Lar e um pouco do nosso projeto

Conheça algumas histórias

CONHEÇA A HISTÓRIA DE KAMILA E LAURA

Mais que acolher: cuidar e entender

As irmãs Kamila e Laura chegaram à Casa Lar Luz do Caminho depois que o Conselho Tutelar comprovou uma denúncia de abandono: as irmãs ficavam em casa sozinhas enquanto a mãe trabalhava como prostituta. O pai de Kamila (a maior) estava preso. E Laura (a mais nova) nem conheceu o pai – um dos clientes que a mãe teve enquanto o companheiro estava preso. Quando as crianças chegaram à Casa Lar, 

a mãe obteve o direito de visita. Mas logo percebeu-se a preferência dela por Kamila e seu desprezo por Laura. Por conta disso e pelas sucessivas faltas, a mãe chegou a perder o direito de visita mais de uma vez. Temendo perder novamente esse direito, a mãe deu de presente, apenas para Kamila, um par de pantufas cor-de-rosa, para que a filha usasse quando sentisse saudades. E a menina andava o dia todo com elas. Felizmente, encontrou-se uma nova família que desejava adotar as duas irmãs. Uma família cheia de amor e que ainda atendia a um grande desejo das irmãs: tinha dois cachorros e também dois cavalos, como Kamila e Laura sempre sonharam. Mas no dia de arrumar as malas para ir para a casa nova, a primeira coisa que Kamila colocou na mala foi a pantufa cor-de-rosa. O que gerou uma preocupação na equipe técnica da Casa Lar Luz do Caminho, que reconhecia a necessidade de que as irmãs tivessem fechado um ciclo (com a família biológica) para iniciarem inteiras essa nova etapa de suas vidas. Para surpresa de todos, antes de sair no portão, Kamila pediu um minuto, abriu a mala, retirou a pantufa e presenteou uma coleguinha que continuaria na Casa Lar, demonstrando, enfim, que ia inteira para a nova família que estava adotando as duas irmãs com muito amor.

DEPOIMENTO / SIMONI MARIA GEREMIAS VIEIRA

"Estávamos por volta de 4 anos à espera de nosso filho tão amado."

Estávamos por volta de 4 anos à espera de nosso filho tão amado, e adivinhem: ele chegou ao mundo para mim e meu esposo, Fábio, no dia 14/01/2014, quando, por volta das 18h30, recebi uma ligação da assistente social comunicando que havia chegado uma criança com o perfil que havíamos escolhido. Só nos passaram que era um menino, tinha 7 meses e seu nome era Gabriel. Logo lembrei: anjo Gabriel. No 

dia seguinte fomos lá para saber se não era um sonho e, de fato, não era. Era realidade. Pensem na nossa felicidade! Na madrugada do dia 16/01/2016, quem disse que conseguimos pregar o olho? A felicidade era tão grande, pois às 9 horas desse mesmo dia teríamos o encontro com nosso anjo GABRIEL. E chegou esse dia. Fomos recebidos pela Assistente Social Vanessa. Nossa, que pessoa incrível! A energia daquele lugar era incomparável. Fomos convidados a ir até o auditório para ela nos contar um pouco da vida do Gregório, assim chamado na Casa Lar. E chegou o grande momento de nos encontrarmos com NOSSO FILHO, GABRIEL. A emoção e o grande amor tomaram conta de nós. E aquela criança nos recebeu com uma vibração tão forte que não consigo explicar o que sentia. Só sabia sentir. ERA AMOR. Desse dia em diante, passamos a conhecer a família Luz do Caminho, a conviver com essas pessoas que são escolhidas “a dedo”; pessoas que vieram ao mundo para fazer o bem sem medir esforços. Do dia 14 ao dia 22/01/2016, tivemos um convívio diário e, a cada dia, recebíamos novos ensinamentos e podíamos ver o quanto merecem essas pessoas. Maurício, uma pessoa fora do comum. A história de sua filha Marcella, com o sonho de trazer todas as crianças de rua para sua casa. E aquelas cuidadoras que choravam ao ver seus pequenos indo para os lares de seus pais de coração. Conhecer a metodologia Pickler, o carinho de convidar os ex-acolhidos para as festinhas de aniversário, os mutirões comunitários para deixar a Casa Lar sempre nos conformes e bem limpa para aquelas crianças conviverem, o esforço financeiro para manter a Casa Lar, as palestras apresentadas, a realização do Evangelho no Lar com as crianças acolhidas e o grande sentimento de amor e gratidão. Foi difícil esperar quase uma semana para nosso filho ir para casa, mas o que ganhamos com a convivência dessas pessoas durante essa espera foi reconfortante e admirável. Desde então, passei a admirar e respeitar muito essa Instituição e seus incentivadores. Uma gestão transparente, profissional, ética e com muito amor para dar. Serei eternamente grata por terem cuidado e ensinado tão bem meu filho amado. Obrigada, Casa Lar Luz do Caminho. Obrigada, Maurício. Obrigada, Vanessa. Obrigada, Marcella. Obrigada a todos!”

DEPOIMENTO / CARLA BARCELOS

"Vi crianças felizes, e naquele momento senti que aquele trabalho tinha um propósito maior."

Foi amor à primeira vista! Conheci a Casa numa entrega que realizei de doação de fraldas. Fui recebida por uma funcionária, com muita simpatia e atenção, que apresentou todos os espaços e a metodologia que eles adotam com tanto carinho. Vi crianças felizes, e naquele momento senti que aquele trabalho tinha um propósito maior, muito além de apenas atender às necessidades básicas, cuidar das crianças como 

indivíduos e proporcionar autonomia emocional. Há dois anos me tornei voluntária e, a cada ação de que participo, encontro outros voluntários apaixonados e engajados doando seu tempo, realizando as mais diversas tarefas com tanto amor que é contagiante. Toda ajuda é fundamental para manter o atendimento das crianças.”

DEPOIMENTO / SÉRGIO MENEZES

“Lá, na hora que nos é colocado nos braços aquele pedacinho de gente, é como se ele saísse de dentro de nós…”

Primeiro tem que se pensar que a Casa Lar Luz do Caminho é a nossa ‘maternidade’. Lá foi onde ‘parimos’ o nosso filho… isso mesmo! Lá, na hora que nos é colocado nos braços aquele pedacinho de gente, é como se ele saísse de dentro de nós. A emoção desse momento é tão forte que nos faz sentir dor… aconteceu 

naquele momento o ‘parto’. E aí, quem estava ali do nosso lado? Quem é que nos cuidou? Quem, naquele momento, nos ajudou a ‘dar à luz’ o nosso tão esperado filho? Quem nos disse como seria no dia seguinte? O que fazer? Quem se colocou à disposição para tudo? Resposta: a CASA LAR, com sua equipe, com a sua compreensão, com o seu amor e com o seu profissionalismo.   E aí, o que dizer de um lugar como esse, que vai ficar marcado na minha vida inteira, e de todos os que lá ‘pariram’, como o lugar onde eu tive o momento mais importante da minha existência? O que falar do lugar que foi o ponto de partida da minha mais importante caminhada? Ali, na Casa Lar, é onde sonhos antigos se realizam, onde novos sonhos começam. E falo de sonho de verdade! O maior de todos! A Casa Lar e sua equipe cumprem um papel decisivo, não só no esmerado cuidado com as crianças que estão sob sua responsabilidade, mas também nessa transição, nesse nascimento. No convívio mais próximo com a Casa Lar, observo facilmente o grau de comprometimento da sua equipe e, principalmente, o empenho para sua manutenção. Uma luta que se percebe que é constante. Agora, ainda tem o papel que Casa desempenha para com as crianças. Não precisa nem ser pai para se imaginar a responsabilidade que a Casa assume, em todo momento que uma nova criança chega para os seus cuidados. E não falo só de sobrevivência, falo de amor, carinho, dedicação. Enfim, declaro aqui minha confiança, gratidão e respeito pela Casa Lar.”

DEPOIMENTO / SIRLENE VARGAS

“Estou escrevendo chorando porque é difícil não se emocionar. A psicóloga me disse: ‘É uma menina, com 9 meses, saudável’.”

Falar sobre esse assunto sempre me emociona. Fiquei mais ou menos quatro anos e meio na fila (para adoção). Eu disse ‘fiquei’ porque sou sozinha (não sou casada). Eu adotei sozinha. Parece improvável, né?! Não é muito comum. Mas foi uma escolha minha, porque tem coisas na vida que são engraçadas... Eu 

nunca me imaginei grávida (com barriga), mas sempre me imaginei mãe. Mãe de coração, de alma... Então, no dia 09/01/2014, eu estava no meu trabalho, vi o celular tocando e não consegui atender. Mas, logo em seguida, eu retornei. Quando atendeu: ‘Justiça da Infância, boa tarde.’, eu já sabia. Não consegui mais falar nada, só chorava. Sabia que a Helena (eu escolhi esse nome, mantive Maria, que era o nome dela. Maria Vitória passou a se chamar Maria Helena), sabia que ela estava chegando, porque no último curso para pretendente a adoção eles falaram: ‘A próxima ligação vai ser pra avisar sobre a chegada do(a) seu(sua) filho(a)’. A pessoa do outro lado da linha perguntou: ‘É a sra. Sirlene?’. Respondi que sim e ela me respondeu ‘É isso mesmo que você está pensando: chegou sua vez’. Estou escrevendo chorando porque é difícil não se emocionar. A psicóloga me disse: ‘É uma menina, com 9 meses, saudável’. Lembro que perguntei várias vezes a idade porque eu queria uma menina até 3 anos. Então, sempre imaginei que ela chegaria com 3 anos ou um pouco mais porque a adoção de bebês é mais difícil (porque tem sempre crianças maiores). Daí combinamos um encontro no fórum dia 10. Lembro que não consegui mais trabalhar naquele dia. Liguei para todos os mais próximos. Queria dividir a minha felicidade com todos. Dia 10, fomos ao fórum eu, a minha mãe e uma das dindas da Helena. O encontro no fórum era às 13h. Às 12h30, eu já estava lá. No primeiro momento, falei sozinha com a psicóloga. Ela me passou o que eu precisava saber. No segundo momento, entraram a vovó e a madrinha. Ela tinha uma foto da Helena no computador, mas eu não quis ver, pois tinha esperado tantos anos, então, queria ver pessoalmente. Faltava muito pouco, pois saindo do fórum eu iria conhecer meu amor maior, minha filha, que estava na Casa Lar Luz do Caminho. Chegando na Casa Lar, conheci a maravilhosa equipe. Primeiramente a Vanessa, muito querida e atenciosa, que conversou comigo e, em seguida, disse que eu iria ver minha pequena que estava em uma outra sala. Todas estavam chorando: eu, minha mãe e a dinda. Lembro que a Vanessa disse que o primeiro momento era só da mamãe com a Helena. Entrei na sala. Quanta emoção! Quantos sentimentos diferentes. Nossa, nem sei explicar. Aquela menina linda, superbem cuidada, linda, era minha filha. No primeiro momento foi estranho... Kkkkk. Eu, mãe. Kkkkkkkk. Mas, depois, eu já sabia que ela estava me esperando desde seu nascimento. Com toda certeza nos encontramos. Uma estava esperando pela outra. Minha mãe e a dinda, quando conheceram a Helena, não paravam de falar que ela é muito parecida comigo (coisa de Deus). Nesse dia, também conheci o espaço da Casa Lar. Conheci o Maurício, uma pessoa excepcional. Conheci também a doce Renata, que tive o prazer de reencontrar há pouco tempo novamente na Casa Lar. Enfim, percebi, nesse dia, que foram essas pessoas (outras também) que cuidaram da minha filha durante nove meses. Durante alguns dias, voltei na Casa Lar para ir acompanhando a rotina da Helena, dar comida, trocar fralda, etc. O ambiente da Casa Lar me transmitiu uma paz, uma tranquilidade. Estava também esperando a guarda provisória que estava para sair a qualquer momento. Então, no dia 16, recebi novamente a ligação para pegar a guarda no fórum e ir buscar minha filha. Durante essa espera da guarda, fiz o enxoval da Helena e levei na Casa Lar para mostrar tudo, pois era muita felicidade, tinha que dividir. Kkkkk. Saí do meu trabalho e passei no fórum, peguei minha mãe e fomos pegar a Helena. Que despedida emocionante da Casa Lar! Mas sabia que voltaria lá, pois já sabia que tem aniversário, festinha e que, em breve, voltaríamos lá. E assim foi. Eu e a Helena voltamos lá várias vezes. E sempre digo que para ela: ‘Aqui você passou os primeiros meses da sua vida. Aqui foi sua primeira casa.’ O primeiro momento da Helena na nossa casa foi supertranquilo. Parece que tinha nascido aqui em casa. Depois de algum tempo, recebi a visita da psicóloga do fórum para ela ver nossa rotina, etc. E faz um ano e meio que saiu a guarda definitiva da Helena. Mais um momento de emoção pra mim. Agora era oficial. E sobre a Casa Lar, voltamos várias vezes lá. E espero poder estar sempre presente, pois tenho uma gratidão imensa. Conheço alguns projetos da Casa, acompanho e sempre fico na torcida para que eles tenham sempre apoio, pois o trabalho deles é maravilhoso. E, acima de tudo, o amor deles pelas crianças é excepcional. Ah, também conheço a Neusa, esposa do seu Maurício, pessoa maravilhosa. Sem palavras... Hoje, eu e a Helena somos uma família. Temos um amor imenso uma pela outra. Realmente coisa de Deus. Um encontro de almas. Fica aqui minha gratidão e meu agradecimento a todos da Casa Lar. Obrigada por cuidarem da minha filha durante nove meses e obrigada por cuidarem de tantas crianças que, assim como a Helena, irão, certamente, encontrar uma família. Obrigada a todos que, de uma forma ou de outra, fazem da Casa Lar uma verdadeira casa. Muita luz no caminho de vocês.”

Veja fotos de Sirlene e Helena

Uma história que começou aqui

Conheça a Casa Lar Luz do Caminho